População e religião no Japão
O Japão é um país composto por um arquipélago situado no Oceano Pacífico e localizado no extremo leste do continente asiático. O território japonês possui uma área de 377.899 km², onde reside uma população de 127,3 milhões de pessoas. A densidade demográfica é de 336,8 habitantes para cada quilômetro quadrado.
População
A população japonesa é uma das maiores do mundo, e sua densidade demográfica (número de habitantes por área) é também uma das mais elevadas. O Brasil, por exemplo, possui uma densidade demográfica que não ultrapassa os 24 hab./km². Essa elevada concentração de pessoas, somada ao fato de o Japão possuir uma grande quantidade de áreas inclinadas e montanhosas (onde não é possível a moradia), torna-se um grande problema para o país.
Embora a demografia seja considerada uma grande questão nacional, o crescimento vegetativo é negativo, ou seja, o Japão vem perdendo o seu número de habitantes em virtude das baixíssimas taxas de natalidade. Por outro lado, isso gera outro problema demográfico e econômico: o envelhecimento populacional, haja vista que as taxas de mortalidade são baixas e a expectativa de vida da população japonesa é uma das mais elevadas do mundo (83,6 anos). Com isso, o número de idosos e aposentados é elevadíssimo, o que ocasiona o surgimento de problemas de ordem previdenciária.
Religião
A tradição religiosa japonesa é composta de várias crenças principais, incluindo o xintoísmo, a religião mais antiga do Japão, o budismo e o confucionismo. O cristianismo, que é um dos maiores segmentos religiosos no mundo, tem poucos adeptos no Japão.
Xintoísmo
O xintoísmo, ou o “Caminho dos Deuses”, começou a tomar forma no período pré-histórico do Japão. Nesta fase inicial, era a religião de uma sociedade pré-letrada, que formava uma espécie de clã. As divindades xintoístas eram árvores, montanhas, rios e rochas, tudo poderia ser considerado divino, incluindo os seres humanos.Uma antiga mitologia desenvolvida pelo líder xintoísta nos séculos VI e VII, o clã Yamato, mais tarde conhecidos como a família imperial, sustenta que o líder do clã, o imperador, era descendente da deusa do sol, que era chamada de Amaterasu. Grandes guerreiros e poetas, por exemplo, também eram reconhecidos como divindades em virtude de suas habilidades especiais.Desde o seu início, o Xintoísmo não teve um fundador ou produzia textos sagrados, a religião era transmitida através de rituais. O objetivo desses rituais era manter ou restabelecer a harmonia entre a natureza, os seres humanos e as divindades. Como os japoneses começaram a adotar a prática da agricultura em torno do terceiro século aC, os rituais xintoístas se tornaram intimamente ligados ao ano agrícola.Festivais comunitários eram realizados em épocas de plantio ou colheita, ou em momentos importantes da história de uma comunidade. Os principais rituais continham quatro partes: purificação, oferendas, recitações ou orações, e uma refeição. Todos os membros da comunidade participavam, mesmo que apenas simbolicamente, da última refeição, promovendo, assim, a harmonia entre os seres humanos e as divindades.Embora o xintoísmo não tivesse templos sagrados em sua primeira fase, algum tempo depois, os japoneses começaram a construir locais que abrigavam representações simbólicas das divindades e que serviam como um local para a realização de rituais.

Budismo
O budismo surgiu na Índia no século VI aC e, depois de passar pela China e pela Coréia, chegou ao Japão no século VI dC. O Buda, maior líder do budismo, ensinou que, independentemente dos graus relativos de felicidade que se pode alcançar na vida, todos os seres vivos, eventualmente, ficam doentes, envelhecem e morrem.
Para muitos, o budismo vai além da religião e é mais um modo de vida. Sua filosofia significa amor à sabedoria e pode ser resumida como:
- 1 – Levar uma vida moral.
- 2 – Estar atento e consciente aos seus pensamentos e ações.
- 3 – Desenvolver a sabedoria e o entendimento.
A palavra budismo vem de “budhi”, e significa despertar. Quando a crença chegou ao Japão, Coréia e China no século VI, sua mensagem filosófica sofisticada foi difícil para a maioria dos japoneses de entender. Uma pequena elite foi, então, aprender chinês (primeira língua escrita do Japão) e alguns deles começaram a estudar textos budistas chineses, como estudiosos e membros do clero. No entanto,a maioria dos japoneses foi atraída primeiramente pela arte budista e pela possibilidade de laços mais estreitos com a civilização avançada da China, onde o budismo já tinha se espalhado.